Escrevo em português sobre o que a distância me ensinou a ver de perto: mulheres, amor e o que a gente engole achando que é normal.
Sou jornalista, mãe, imigrante e doutoranda — uma alagoana que saiu de Maceió como au pair, passou pelos Estados Unidos, França e Itália, escreveu para uma revista em Nova York e hoje escreve de Bogotá.
Passei quatro anos na Publicis Groupe como jornalista e estrategista de conteúdo, pesquiso gênero e temas sociais, e leciono na Universidad Nacional de Colombia. Escrevo em português, espanhol e inglês — mas nunca deixo de escrever em português, não importa onde eu esteja.
O sonho de sair, o susto de ficar, e o que a distância revela sobre a própria terra.
A autoestima que coloca limites e sustenta decisões — não a das rotinas de beleza.
A que se treina todo dia no tom de voz e na paciência, longe da rede de apoio.
Nomear o que dói e traduzir o que muda de sentido de uma língua para outra.
Autoras feministas latino-americanas que o português ainda não ouviu — lidas no original.
A riqueza da língua e do jeito de ser, medida de longe — e defendida em cada texto.
Não são frases prontas sobre superação. São temas vividos e pesquisados, para plateias que querem profundidade com proximidade.
Da pílula dos anos 60 aos dias de hoje: liberdade, autonomia e o preço que a saúde da mulher ainda paga.
Ler artigo →Sobre o rótulo que acompanha as mulheres desde sempre — e o quanto ainda falta para a igualdade real.
Ler artigo →Duas semanas imersa no Norte do Brasil — e o descaso que a gente cultiva com a própria cultura.
Ler artigo →Superexposição, redes sociais e os “pitacos” indesejados que vêm com viver a vida em público.
Ler artigo →Reportagem em espanhol sobre o gaming como território de audiência, conexão e narrativa para as marcas.
Ler artigo →Série de entrevistas com profissionais de saúde sobre viver a gestação com mais consciência.
Assistir →Nasceu de uma história que não era minha. Uma amiga, longe da família e da própria terra, vivendo uma relação que a diminuía todos os dias. Ela tinha voz — mas o mundo já havia decidido que a voz dele valia mais.
Nasceu de uma mulher real, numa situação real — e de todas as que vieram depois.
Uma autora por mês que o Brasil ainda não traduziu — lida no original, traduzida no essencial e discutida em português. De Marcela Lagarde a Annie Ernaux: as vozes que ficaram do outro lado da língua, agora ao seu alcance.
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